Como cuidar de nossa criança interna ferida



O conceito de criança interna ferida foi disseminado na atualidade, segundo Cukier(1998), por autoras como Alice Miller (1997) em seu livro "O drama da criança bem dotada". Ao ler tanto o livro de Cukier, "Sobrevivência Emocional", como o de Miller podemos nos deparar com uma questão muito pouco problematizada nos dias atuais que se refere aos cotidianos "abusos" ou violências sofridas por crianças dentro de suas casas e por seus próprios cuidadores.


Situações de humilhação, vergonha, impotência, medo, castigos físicos e violência sexual compõem a triste lista de ocasiões em que uma criança tem sua autoestima ameaçada e cria, para sobreviver emocionalmente, um sistema psíquico de defesa para lidar com essas e outras situações dolorosas em sua vida.


Quando essa criança cresce, pode até ter se tornado um adulto bem sucedido profissionalmente porém, nem sempre, conseguiu se desenvolver, com a mesma qualidade, em termos emocionais e chega aos consultórios de psicoterapia com uma dor existencial imensa sem saber como enfrentar a vida e os desafios nela postos.


É com muito acolhimento e respeito que o(a) psicoterapeuta deve receber seus clientes e se lançar com ele (ela) na jornada em busca de seu verdadeiro self (eu) que ficou soterrado junto que as lembranças dolorosas de uma infância que teve momentos felizes mas também momentos em que essa criança não soube lidar com os conflitos de suas famílias e a falta de manejo que os adultos, ao seu redor, tiveram com a dependência infantil.


Ás vezes sua criança interna machucada só precisa descansar, "brincar" e relaxar. Em outros casos e situações, sua criança interna precisa de um profissional experiente e acolhedor para te ajudar a "voltar a brincar" e ser feliz.

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